TAO 2017 foi concluído com êxito com as comunidades:
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agosto 21, 2017

Pelo quinto ano consecutivo, explora Rapa Nui apoia o programa TAO – Terevaka Archaeological Outreach

Mais de 100 pessoas da comunidade local assistiram à cerimônia de encerramento dos 16 jovens que participaram durante duas semanas do acampamento no explora Rapa Nui em aliança com o arqueólogo Britton Shepardson, cujo principal objetivo é ensinar aos jovens em idade escolar da ilha valorizar o patrimônio arqueológico da Ilha de Páscoa, e se tornar embaixadores da sua cultura. Este programa reafirma mais uma vez o forte compromisso do explora com a comunidade Rapa Nui e faz parte do programa de sustentabilidade e de conservação com as comunidades da empresa.

Programa de Conservación - TAO 2017

Os estudantes Rapa Nui entre 13 e 17 anos que fizeram parte do TAO  2017 explicam o que fizeram durante as duas últimas semanas enquanto ficavam no recinto do nosso hotel e participavam das atividades que incluía esta versão do programa. Eles estão no explora Rapa Nui na frente de mais de 100 pessoas – principalmente da comunidade local – fazendo a apresentação final. Eles contam com entusiasmo que, durante suas férias de inverno, caminharam mais de 30 quilômetros atravessando a área norte da Ilha de Páscoa – uma das áreas mais desconhecidas da ilha – e o vulcão Poike; e que visitaram as principais atrações arqueológicas. Motivados por contar o que viveram, eles também explicam os emocionantes processos de aprendizagem que enfrentaram.

Tecnologia ao serviço do patrimonio

Em 2017, os novos alunos voltaram a usar a tecnologia 3D, não para fotografar os moai como na edição anterior, mas para fotografar algumas das peças do Museu Antropológico Padre Sebastian Englert, criando a versão digital dos modelos e eventualmente construindo a primeira coleção de réplicas na Ilha de Páscoa. Para Britton Shepardson, diretor do programa, a pesquisa deve sair do âmbito acadêmico e contribuir para a comunidade. Eles também usaram a tecnologia 3D para fotografar vestígios que estão ao ar livre explorando Rapa Nui.

O trabalho de pesquisa com microscópios dentro do museu de antropologia foi outra atividade que os jovens quiseram compartilhar com seu público. Este trabalho foi feito para analisar algumas peças conhecidas como “mata’a”, que são instrumentos de pedra em forma de triângulos agudos, graças aos quais foi estabelecido que o povo Rapa Nui tinha armas.

Durante esta edição do TAO, os alunos participaram de diferentes palestras feitas por especialistas locais. Mahanua Wilkins da CONADI (Corporación Nacional de Desarrollo Indígena) falou sobre a história natural da Ilha de Páscoa. Sebastián Yancovic do Manu Project deu uma palestra sobre as diferentes espécies de aves na ilha, um animal muito importante para a cultura local. Finalmente, Francisco Torres e Paula Valenzuela, do museu antropológico da Ilha de Páscoa, ensinaram sobre a geologia e a importância da conservação do patrimônio, respectivamente.

Conservação com as comunidades

O encerramento deste programa mostra mais uma vez o crescente reconhecimento da comunidade em relação a este programa que tem o apoio do explora. Os estudantes são alojados no recinto do hotel, são fornecidos com transporte e comida, bem como a toda a equipe que desenvolve o programa. “Esta aliança nos permite manter aos alunos fora da cidade e longe das distrações”, diz Shepardson, que reconhece que o TAO está ganhando cada vez mais apoio e popularidade local.

Este ano, foram selecionados 16 alunos dos 31 que se candidataram com suas notas da escola e uma carta de motivação. Para ele, este programa empodera a aqueles que participam dele se convertendo em porta-vozes da cultura Rapa Nui. Muitos dos que passaram em edições anteriores se tornaram guias turísticos e promotores de sua cultura, e até mesmo um de seus alunos, hoje é um arqueólogo como ele.

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