Arquitetura do Vale Sagrado - Luxury Experiences

explora Valle Sagrado: Em harmonia com o meio ambiente

As infinitas obras, traços e vestígios do Valle Sagrado são as pistas em torno às qual sé desenvolve a nossa arquitetura, que procura responder tanto as dimensões terrenas quanto as de ordem sagrada. Poeta, filósofo e intérprete consciencioso de lugares, o Premio Nacional de Arquitetura do Chile, José Cruz Ovalle, nos guia brevemente através do diálogo com o ambiente que o levou à projeção do explora Valle Sagrado.

explora Valle Sagrado:  Em harmonia com o meio ambiente

Para explora, um hotel faz espaço compassando o ritmo do lugar em que está localizado, pondo em relação a proximidade e o afastamento.

José Cruz Ovalle

 


A maneira em que José Cruz Ovalle fala e pausada e assertiva, usando orações em que cada palavra parece ter sido tranquilamente selecionada para servir a um propósito. Esta assertividade linguística é transversal tanto no seu discurso como na sua obra, nas quais coexistem contraditoriamente o propósito e a poesia. Vencedor do Prémio Nacional de Arquitetura em 2012 é precisamente essa mistura que faz de Cruz um intérprete consciencioso de lugares, um dos melhores arquitetos do Chile e o responsável pelo projeto do explora Valle Sagrado.

Qual é o papel da arquitetura na filosofia de explora?

explora não é simplesmente uma empresa de gestão de hotel, mas algo muito mais complexo que considera as várias dimensões do que significa a viagem e sua relação com os lugares. Nesse sentido a arquitetura explora é um microcosmo da viagem em si: a partir dos acessos à permanência, e dos percursos aos pontos de chegada, procurando um constante equilíbrio entre contenção e liberdade.

explora sempre apresentou uma maneira de fazer as coisas que se traduz em todos os detalhes de sua operação. Trata-se de estar atento à experiência desde seus vários ângulos para permitir que cada viajante descubra os lugares sem ser dirigido, mas simplesmente orientado. É a arquitetura que proporciona esta orientação inicial quase como se fosse uma primeira exploração dos arredores.

Tal como em uma viagem, na arquitetura explora provavelmente não há lugar para o usual ou habitual, porque como em cada uma das suas explorações, muitas vezes as perguntas parecem respondidas somente através de pistas e rastros em vez de respostas imediatas.

Qual é o processo que você vive como um arquiteto para projetar uma obra em um lugar particular?

Cada obra é diferente, dependendo da sua finalidade. No caso específico de um hotel, a primeira coisa a fazer é mostrar aos viajantes onde eles estão para que se orientem. Se orientar não significa apenas poder distinguir as suas coordenadas geográficas, mas compreender e perceber o lugar plenamente. Isso é fundamental para explora: a admiração pela beleza e a contemplação do ambiente. Perceber esta beleza em sua plenitude só é possível na medida em que seja entendido o lugar, abandonando toda pretensão de medi-la ou parametrizar a, posto que não tem parâmetro mas do que o seu próprio.

É aqui aonde vem à arquitetura, porque na medida em que o arquiteto tenha realmente entendido o lugar, vai ser capaz de encontrar o seu ritmo através de um diálogo com a sua história, geografia, clima e outras particularidades, dimensionando o “genius locci” que o distingue. Seguindo este ritmo, o arquiteto vai moldar espaços que compassem e permitam que o viajante, por sua vez, possa perceber a beleza ao seu redor. Esse é o processo que se vive com cada obra: encontrar o ritmo do seu respectivo lugar.

Como foi esse entendimento no caso do Valle Sagrado?

Poderíamos dizer que o Valle Sagrado é natureza enobrecida pela mão do homem durante séculos, com inumeráveis obras, traços e vestígios. Cada vestígio é uma pista, mas também acontece algo próprio da América: a hibridação que aparece após a fundação espanhola, entre a arquitetura Inca e a que trouxeram os colonos, o que pode ser visto na casa Mateo Pumacahua, que também faz parte do hotel, onde os espanhóis construíram a obra por cima da mesma parede Inca da plataforma, como acontece em Cusco.

Existe uma diferença entre as obras projetadas no Peru e projetadas no Chile?

Claro que existem diferenças, são lugares completamente diferentes, mas eu entendo que a sua pergunta refere-se a uma questão de fronteiras. Tanto para mim como para explora, não existem a fronteiras, mas os territórios. O que exalta ao viajante é a diversidade da América em sua extensão e vastidão, e esta visão da vida aplica-se a os 4 hotéis explora. Eles são diferentes por seu território, e não por seu país.

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