Rapa Nui
 

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Rapa Nui

Muito antes que a navegação em alto mar fosse possível na Europa, grandes navegadores polinésios já haviam explorado o oceano e colonizado as mais longínquas ilhas do Pacífico, entre elas estava Rapa Nui. Centenas de anos transcorreram antes que esta ilha voltasse a ser explorada, desta vez por viajantes europeus.

“Isto foi o mais longe que chegamos!”, exclamou o experiente capitão Cook ao chegar na ilha em 1774.

Devido à distância, sua beleza geográfica e sua riqueza cultural, foi declarada patrimônio da humanidade pela UNESCO em 1995.

 
Cultura vivaCultura viva

Cultura viva

A cultura rapa nui evoluiu sem perder seus traços originais, expressos em sua gastronomia, esportes, danças, músicas, cerimônias, artesanato e principalmente no idioma: o vananga.

Todos os habitantes de Rapa Nui são extremamente orgulhosos da sua origem. Junto com o isolamento geográfico, este orgulho é uma das principais características para que essa cultura se conserve surpreendentemente viva.

A cultura é transmitida de geração para geração, sobretudo oralmente. Neste processo, os anciãos – reunidos em um Conselho – julgaram o importante papel de conservar as histórias, lendas e mitos ancestrais.

O vananga, a língua falada pelos rapa nui, continua sendo utilizado ativamente; as danças como o Sau-sau e o Tamuré, junto à música tradicional, seguem animando festividades e cerimônias. A gastronomia preserva antigas receitas, como o Tunuahi, peixe cozido sobre rochas vulcânicas aquecidas com lenha.

A chegada de missionários católicos durante o século XIX gerou certos sincretismos religiosos, que podem ser observados durante a missa dominical na igreja de Hanga Roa, o povoado mais importante. O ritual é acompanhado por cânticos em vananga e os paroquianos se vestem com roupas típicas e flores.

Na ilha existem vários grupos ativos de música e dança que oferecem espetáculos noturnos periodicamente.

LA TAPATI: O VALOR DAS TRADIÇÕES ANCESTRAIS

É a festa mais representativa da cultura rapa nui. Durante 10 dias de fevereiro os habitantes e viajantes que visitam a Ilha dividem-se em equipes que competem entre si.

Das diferentes provas, vale mencionar a Vaka Tuai, em que cada equipe deve construir uma canoa tradicional polinésica de totora para navegar com sua candidata a rainha, vestida como nos tempos antigos; a Takona, em que os participantes pintam seus corpos com pigmentos naturais e descrevem o significado de sua pintura diante da comunidade; a Tau’a ou triátlon; o Haka Pei, em que os competidores se lançam de um morro em troncos de bananeira atingindo velocidades de até 80 km/h. A equipe com maior número de pontos no conjunto de provas ganha a competição e sua candidata é declarada a rainha de Tapati.