Rapa Nui
 

explora RAPA NUI

Rapa Nui

Muito antes que a navegação em alto mar fosse possível na Europa, grandes navegadores polinésios já haviam explorado o oceano e colonizado as mais longínquas ilhas do Pacífico, entre elas estava Rapa Nui. Centenas de anos transcorreram antes que esta ilha voltasse a ser explorada, desta vez por viajantes europeus.

“Isto foi o mais longe que chegamos!”, exclamou o experiente capitão Cook ao chegar na ilha em 1774.

Devido à distância, sua beleza geográfica e sua riqueza cultural, foi declarada patrimônio da humanidade pela UNESCO em 1995.

 
HistóriaHistória

História

Rapa Nui pode ter sido ocupada ao redor do ano 600 d.C. por um grupo de colonizadores provenientes, provavelmente, das Ilhas Marquesas do Pacífico oriental.

O povoamento da ilha está consagrado num mito, cujo protagonista é o ariki Hotu Matu’a, primeiro rei e personagem fundador da cultura Rapa Nui.

Os marcos desta pré-história são o desenvolvimento do rongo rongo, um sistema de escrita indecifrável, e o culto aos ancestrais centrado nos moais, cuja construção teria começado próximo ao ano 1.000 d.C. chegando a erguer mais de 900 figuras de pedra ao longo da ilha. Os ahu foram construídos de pedra vulcânica e postos em grandes altares cerimoniais, e a eles foi atribuída a posse de mana, fonte de bens, prestígio e legitimação da classe dirigente.

A exploração desmedida dos recursos gerou uma crise na cultura, destituindo a classe dirigente e o sistema ideológico tradicional. Os moais foram derrubados e o culto aos ancestrais abandonado. Foi nesse contexto que se deu o desembarque da expedição do holandês Jacob Roggeveen em 1722, responsável pela divulgação de Rapa Nui na Europa.

O contato com o ocidente foi catastrófico para os rapa nui. Quase um terço da população nativa foi levada ao Peru como mão-de-obra forçada. Os poucos que conseguiram regressar introduziram epidemias que reduziram a população a apenas 111 pessoas.

Em 1988, Rapa Nui foi incorporada à soberania do Chile, estabelecendo-se a Companhia Exploradora de Ilha de Páscoa, dedicada à atividade ovina. Devido aos constantes abusos da Companhia, em 1963 o governo deixou a administração nas mãos da Marinha do Chile.

O PODER DO HOMEM PÁSSARO: EL TANGATA MANU

A crise geral provocou o surgimento de novos líderes guerreiros, cujo poder e autoridade já não eram hereditários, mas adquiridos por meio de rituais de competições.

A mais importante era a cerimônia do homem pássaro, o tangata manu, realizada todos os anos na chegada da primavera. Representantes de distintas linhagens competiam para conseguir o primeiro ovo da gaivota manutara.

Os escolhidos reuniam-se no centro de cerimônias de Orongo, em seguida deveriam descer pelo alcantilado e nadar até a pequena Ilha Motu Nui, conseguir o ovo e trazê-lo intacto a Orongo. O vencedor era ungido como o Tangata Manu, reencarnação do Deus Criador Make Make, obtendo uma série de privilégios.