A Patagônia está localizada na área mais meridional da América, ocupando parte dos territórios do Chile e da Argentina. É formada principalmente por duas grandes zonas geográficas: o Pampa e os Andes Patagônicos.
O pampa ou estepe patagônico é formado por amplas pastagens planas, ideais para o pastoreio e a criação de gado. Ao contrário da zona montanhosa, o pampa é um lugar tectonicamente estável.
Os Andes patagônicos correspondem ao trecho mais ao sul da Cordilheira dos Andes, que se estende por toda América do Sul.
Há 300 milhões de anos, essa superfície de rochas profundas foi formada sobre uma elevação de blocos rochosos originada há 12 milhões de anos.
Na Patagônia, a cordilheira é interrompida transversalmente por inúmeros vales, lagos, fiordes e canais de origem tectônica e glacial. Parte do relevo andino está ocupado por gigantescas massas de gelo, como o Campo de Hielo Patagónico Sur, uma das maiores reservas de água doce do mundo, de onde se desprendem cerca de cinqüenta glaciais.
O sul do continente acaba no Estreito de Magalhães, com a comunicação entre os oceanos Pacífico e Atlântico.
Do outro lado de suas águas está a Tierra del Fuego, a maior ilha do continente americano.
O PARQUE NACIONAL TORRES DEL PAINE: RESERVA DA BIOSFERA
De geografia complexa, o parque conta com uma extensão de 242.242 hectares, delineada por sucessivos fenômenos geológicos e glaciológicos.
Os geólogos atribuem a formação dessa paisagem ao levantamento de formações rochosas, como as Torres del Paine, um conjunto de pontas agudas compostas por magma e granito, cujos picos se aproximam dos 3.000 m de altura, e os Cuernos del Paine, que ultrapassam os 2.000 m.
A paisagem foi modelada fortemente pela última glaciação, passando por contínuos retoques produzidos pelos cursos d’água. Seus maiores glaciais são o Grey, o Tyndall e o Dickson, todos originários do Campo de Hielo Patagónico Sur.
A beleza e a biodiversidade do parque fizeram com que ele fosse declarado Reserva da Biosfera pela UNESCO em 1978.